Improvisação

Improvisação

O primeiro grande benefício do estudo da improvisação é que os exercícios de escalas, arpejos, intervalos, frases, licks, patterns etc. dedicados à fluência nesse campo, devem ser praticados em todos os tons. O primeiro passo importante é, portanto, aprender as 12 escalas maiores – aí estão lançadas as bases para qualquer estudo de improvisação. Conheça as escalas não apenas no padrão ‘escadinha dó-ré-mi’. Se ainda não têm essa fluência, essa deve ser sua obsessão! Ao fazê-lo, estude também as três escalas menores – natural ou pura, harmônica e melódica. Exercite-se com o Clarke também usando essas escalas. Conheça e pratique ainda as escalas simétricas – cromática, hexafônica (tons inteiros) e a diminuta.

Ademais, músicos de jazz costumam ouvir e analisar a maneira que nomes como Clifford Brown, Woody Shaw, Freddie Hubbard e Blue Mitchell tocam. Ouvir é o hábito mais saudável e a prática de todo bom músico.

A improvisação não campo restrito do jazz. É muito comum na música brasileira, notadamente a instrumental, que um chorus seja aberto para improvisação dos músicos. Esteja preparado com uma bagagem que inclui conhecimento de harmonia, contextualização de estilo, fluência e criatividade na execução de seu instrumento.

IMPORTANTE: Lembre-se que o alvo final de toda a habilidade e técnica é fazer MÚSICA! Sem isso, todos os esforços são vãos. A interação entre o executante e a audiência deve ser o resultado final da nossa prática.

A preparação para improvisação, além do exercícios normais de manutenção da qualidade como instrumentista (sonoridade, articulação, flexibilidade, fluência, registros) requer estudo de escalas, arpejos, padrões diversos (ii-V incluído), ciclos, turnarounds (cadências harmônicas típicas de retorno no final de um tema ou seção musical), clichês (fórmulas usadas com muita freqüência) harmônicos, melódicos e rítmicos e padrões relacionados a estilos (bebop, modal, samba, ritmos afro-latinos, etc).

É comum também a análise e memorização de improvisos dos músicos prediletos. A audição sistemática de gravações dos grandes nomes do jazz é condição sine qua non para desenvolver o próprio estilo com consistência. Prática de blues, baladas, bebop, standards, música chamada “latina” (ritmos afro-caribenhos) e peças mais “contemporâneas” é praxe.

[continua]

Abdalan da Gama

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