Cerimônia de casamento é sempre uma atividade que o trompetista se envolve – aqui em Vitória da Conquista eu mesmo toco com o Sexteto Victória.
As noivas desejam entrar triunfalmente aos sons dos clarins à moda da realeza e aí vamos nós, trompete triunfal em punho, fazer a tão famosa “casaca”, para usar a metonímia – sinédoque – mais funesta.
Existem várias clarinadas as quais se tornam quase marcas registradas de grupos que a executam. Eis aqui o começo do imbróglio: músicos, seres que sofrem algumas vezes acessos de ciúme e egocentrismo, raramente compartilham as tais clarinadas e, em plena era da informação, é coisa rara encontrar uma partitura das ditas cujas.
Como resultado, traídos pelo ouvido e pela preguiça, vemos os vídeos de trompetistas em casamentos plenos de imprecisões, notas e ritmos improvisados e aí vai pelo ralo nossa reputação. Mesmo atribuem às clarinadas autores errados e nomes que os autores nunca pensaram em dar – e a informação via ‘telefone-sem-fio’ se espalha deturpada cada sábado.
Aí vai minha parte para organizar a pelada: 10 clarinadas com, no mínimo, nomes e autores corretos – todas arranjadas para três trompetes. Grade e partes.
Clarinada (Gustav Mahler)
Na verdade não tem nome. É um trechinho na abertura da primeira sinfonia.
Clarinada Tannhäuser (Richard Wagner)
Clarins de Roma (Max Steiner)
Autoria Frequentemente confundida com Verdi. Composta em 1962 para o filme “Rome Adventure” (Candelabro Italiano).
2001: Uma Odisseia no Espaço (Strauss)
É a Also sprach Zarathustra!
Marcha dos Sacerdotes (Mendelssohn)
É a War March Of The Priests
A Viagem ao Centro da Terra (Rick Wakeman)
Prince of Denmark’s March (Jeremiah Clarke)
É a tal Trumpet Voluntary – Por alguma razão, o autor, Jeremiah Clarke (1674-1707), é sempre confundido com Henri Purcell. Ficou famosa em casamentos pois foi tocada na cerimônia de Charles, Prince of Wales, e Lady Diana Spencer (entrada da noiva).
Trumpet Tune (Jeremiah Clarke)
Da semi-ópera The Island Princess – Por alguma razão misteriosa, a autoria desta marcha de Jeremiah Clarke (1674-1707) é também sempre atribuída erroneamente Henri Purcell. Ficou famosa em casamentos, pois foi tocada na cerimônia de Charles, Prince of Wales, e Lady Diana Spencer (entrada do noivo).
Fanfare (Eric Fogg) – Bem incomum e complexa, essa fanfarra de 1921 é clarinada perfeita para o seu próprio casamento ou de um trompetista colega (transcrevi um tom abaixo).
Alla Hornpipe (Händel)
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